Taca o pau no forrozão do Quengaral!

 
Chimba, the god! \\m/

 O post sobre pagode de burguês foi um sucesso!  

Vamos falar sobre mais um tipo de balada, analisando duas faces da moeda. Como genuíno cearense que sou, vou mostrar o que é o genuíno forró, o da minha terra, e o forrozinho que a galera escuta aqui em São Paulo — que não deixa de ser uma das ‘músicas de burguês’ do outro post.

A variação do forró que surgiu primeiro foi a do Nordeste (AH VÁÁ! ¬¬), que foi trazida para as paragens de Sum Paulo junto com a cearensada que começou a dominar esta porra deste a industrialização. Depois, a galera mais rica e de descendência européia viu que dava pra fazer bastante putaria dançando forró e adotou a festa, com profundas modificações, porém. Vamos ver a diferença? Então continua lendo!  

Gênios máximos da música mundial!

Gênios máximos da música mundial!

Apesar de ser um cara legitimamente paulistano, nascido em São Paulo e amante do rock and roll, tive influências nordestinas que podem ser verificadas até hoje. No meu Media Player, as músicas passam de Jethro Tull a Aviões do Forró – o que faz os menos desavisados ficarem estupefatos. Imagine se tivesse amigos skin heads: seria espancado e ainda teria a chance de eles tirarem a respeitada virgindade do meu cu.  

Já viajei muito pro Ceará, onde meus pais nasceram, e já fui a alguns shows de forró, um pouco mais de uma dezena. Já fui em alguns forrozinhos aqui em São Paulo e posso mostrar a vocês a diferença. Assim você pode escolher o que mais lhe convier – ou ir pra Rua Augusta e pra Vila Olímpia mesmo. Primeira coisa, o forró no Nordeste está completamente enraizado na sociedade – aqui em São Paulo, NENHUM RITMO domina tanto os aparelhos de som quanto o forró.  Assim como lá todo mundo vai votar na Dilma, todos ouvem forró. E quem coloca outra coisa no som (ou vota no Serra) é denunciado e perde o auxílio-gás dos próximos três meses.  

O forró do Ceará, primeiramente, é algo feito para as pessoas mais humildes. Fui em um show do Aviões do Forró em 2005 pagando apenas R$ 10 para ver a maior banda do mundo. Na época, a garrafa de cerveja custava R$ 3 e eu ficava bêbado fácil – com R$ 20, parecia um drogado embebido em um tonel de ácido lisérgico, cortejando a mulherada. E eram umas meninas meio feias – fazia sombra e não tinha pinto, era só partir pra cima. Foi uma experiência prazerosa. E o engraçado era que elas davam a maior importância para quem era de São Paulo, pois para elas minha cidade era o Eldorado, certeza iminente de uma gorda pensão se conseguissem um filho. Mas não é bem assim, eu era um menino do Sacomã, e graças a Deus saí do Ceará naquelas férias sem filhos e Eliza Samudio tentou dar o golpe novamente, mas escolheu um cara meio truculento.

 Além de barato, o forró do Ceará é um antro de putaria. O forró mais clássico, o rala-coxa, é bem rápido e para dançar coladinho, propiciando uma maior interação entre pênis e vagina e uma excitação que dá vazão a uma transa louca no cabaré mais próximo. 

Típico carro nordestino...
Típico carro nordestino…

As letras do forró lá da minha terra são reflexo do lifestyle do forrozeiro playboy cearense: gênios como Aviões do Forró, Gaviões do Forró, Helicópteros do Forró e vários voadores do mercado abordam temas como sexo, alcoolismo, litros e litros de whiskey red label falsificados, roupas de marca falsificadas, carros roubados, sexo e alcoolismo. É lindo ver crianças nuas, catarrentas e com alguns dentes podres gritando CHUPA QUE É DE UVA no meio da caatinga. O problema é que a maioria da galera não transa, só bebe cachaça vagabunda e cerveja barata. As roupas são compradas aqui em São Paulo (na Galeria Pagé) e o engraçado é que, meu, lá tem um monte de carro de luxo mesmo. É o maior chamador de buceta que existe no mundo. Tem mais Toyota Hilux na cidade de Cabrobó do que todo o fluxo da Avenida Washington Luís em quatro meses. Tais carros, equipados de poderosos aparelhos de som, fazem com que as ruelas por onde passam se tornarem uma festa, e mulheres safadas brotam das valetas de esgoto e chove cerveja. Água não, só a cada seis meses, no mínimo. Uma coisa que diferencia bem o nosso forró clássico e o forró paulista de burguês é o banheiro. No Ceará, o forró tem uma única lei: É PROIBIDO CAGAR. O banheiro é apenas um terreiro, onde todos os galalaus colocam o pinto pra foram e descarregam os volumes cavalares de cerveja que ingerem. É mais ou menos parecido com isso aqui. Já o banheiro do forró paulista é bonitinho, normal, e você pode fazer xixi, cocô e vomitar (ao mesmo tempo, inclusive), em uma salada de odores inesquecível. 

 Aqui em São Paulo, já ouvi muita gente dizendo a seguinte frase: ‘aaaah, eu até gosto de forró, mas forró pé-de-serra’. Ah, forró pé-de-serra é como se fosse o Restart; forró rala-coxa é como se fosse o Slayer. Seus traidores do movimento. 

Isso é forró aonde, carai?

Isso é forró aonde, carai?

 Lembra do preço que eu paguei no Aviões do Forró? Aqui em São Paulo você paga o dobro pra ver uma bandinha de merda arrastando o pé… a música, realmente, parece muito mais com o forró do começo do século do que o genial grupo Aviões do Forró, o supra-sumo da música nacional. Só que é chato pra caralho! Os casaizinhos ficam dançando pra lá e pra cá, tipo uma valsa, mas com sandalinha de Jesus. E burguês de chinelinho de Jesus é um nojo. Obviamente, aqui não tem cabarés, e a interação pênis-vagina é tão excitante quanto ver duas girafas acasalando. Para piorar, o goro é caro e, por menos de uns 60 reais, você não fica bêbado nem a pau. Se você fica sem goro e sem mulher, é melhor ficar assistindo ao Zorra Total e fervendo horrores com Lady Kate. 

 Assim como no pagode de burguês, se tem um lugar que tem mulher bonita é no forró de paulista. É um absurdo! O problema é que aqui elas sabem que o cidadão paulistano não é rico (até porque elas são daqui também e são muito mais ricas do que você) e não vão te dar a menor bola, mas sim para aquele bombadinho que tem uma Toyota Hilux, só que esta não é roubada. Tudo bem que o que interessa é a QUALIDADE das pessoas que você pega, e não a QUANTIDADE. Mas convenhamos que 13 meninas feias são melhores do que NENHUMA bonita! 

 Entre estes dois, não posso ser imparcial. Para quem provou do delicioso forró rala-coxa e usou o seu prodigioso banheiro de terra e ficou bêbado com R$ 20, não há comparação. Quem quiser pegar uma Kombi e ir pro Ceará, estou aberto a negociações. Topa?

Anúncios

3 Comentários

  1. Ahhhhh, isso me faz querer ir mais pro Ceára…ctz que a dani vai me levar!! ah vaai…
    mas a proposito, eu gosto do forro de “burgues” tah, sem preconceitos meu querido…

    hahaha
    ;D

  2. Pois bem, vamos todos ao Ceará, levar a Lari pra conhecer as moscas, cururus, preás, besouros que mijam em vc e mto forró rala-coxa! HAUHAUHAU
    Ela vai gostar.. hihi
    adorei o post..

    bjos

  3. […] já disse aqui, o forró rala-coxa de pobre é um negócio bem precário. A banda se constituía de um gordjenho, […]


Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s