Jurubatuba Feelings – Chapter Two

Tiroteio na... na... longe pra caralho. Cadê as autoridades?

Tiroteio na... na... longe pra caralho. Cadê as autoridades?

O Jurubatuba Feelings foi um sucesso. Repercussão invejável. Sete milhões de visitar por dia.

Não esperava fazer uma continuação… imaginava que tudo estava explicado lááá naquele post do fim de semana passada. Mas o negócio é que um ocorrido que eu realmente não esperava me fez mudar de ideia e escrever mais. E dar outra definição para o que é Jurubatuba Feeling, com o atrativo de ser uma fatídica sexta-feira 13. Atrasos, motos esbagaçadas, tiroteios e tucanos do empresariado. Tudo em um dia só.

Deixa eu explicar melhor.

Acordei antes das 7h da manhã como de praxe, animado por ser sexta-feira e poder ter dois dias de sono profundo, futebol e comida de mamãe. Tudo parecia promissor. Réstias de sol invadiam minha casa, após 15 dias de um frio da porra; minha roupa estava impecável; meu cabelo rebelde e rareando assentou direitinho; a barba por fazer me deixava bonitinho; o problema é que coloquei o pé pra fora, e amigo, FODEU!…Para quem não sabe, eu trabalhava no BaresSP. Recebi uma proposta ligeiramente melhor (não tão foda, um trampo meio burocrático, mas uma experiência que pode ser proveitosa no futuro) e, infelizmente, tive de sair. O foda é que o novo trampo fica na PUTA QUE O PARIU. Interlagos, coisa assim. Imagino que você nunca foi tão pro sul em SP.

No dia em que completava duas semanas de trabalho sem maiores percalços, tirando as homéricas viagens de Jurubatuba a Perdizes, tenho uma sexta-feira 13 fatídica.

Sexta-feira de apertar o cu e não passar uma agulha. Chupa essa manga. Que sabor!

Acordei antes das 7h da manhã como de praxe, animado por ser sexta-feira e poder ter dois dias de sono profundo, futebol e comida de mamãe. Tudo parecia promissor. Réstias de sol invadiam minha casa, após 15 dias de um frio da porra; minha roupa estava impecável; meu cabelo rebelde e rareando assentou direitinho; a barba por fazer me deixava bonitinho; o problema é que coloquei o pé pra fora, e amigo, FODEU!…

Acidentes de moto em Jurubatuba costumam ser as únicas coisas que acontecem na região

Acidentes de moto em Jurubatuba costumam ser as únicas coisas que acontecem na região

Costumo sair do trampo e ir para a facul de trem, como já disse. Mas na ida eu uso metrô e ônibus. Chegando à Vila Mariana, onde pego o magnânimo ônibus Christmas Ville (conhecido pelos ímpios como Vila Natal) e atravesso quilômetros desconhecidos, começa a merda. Chegando na Avenida Interlagos, onde costuma ser o fim de minha viagem diária, um trânsito da porra. O caminho que eu faço em dez minutos, fiz em 40. O motivo? Uma moto, completamente esbagaçada, rodeada por uma cambada de curiosos que desejava ver o que tinha acontecido e ansiava por sangue, ossos retorcidos e mães chorando. Sei lá, acho que não morreu ninguém, mas o que ferrou tudo foram os populares – como se eles não fossem acostumado a acidentes e corpos desfigurados naquela terra sem lei!

Ótimo. Nada poderia fazer mais o meu dia, afinal acidentes acontecem, mas “um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”. Beleza. Trabalhando, fazendo ligações, escrevendo e mandando emails pra caralho, meu chefe me avisa que “este era o meu dia de sorte”, afinal eu iria sair mais cedo, ir com ele e minha supervisora a uma reunião no Pacaembu (pertinho da minha facul) e não passar pelo perrengue de fazer o caminho de trem.

Opa, que legal. Pegamos o carro e guiamos loucamente pela Avenida Interlagos. Em um cruzamento da referida avenida, sinal parado, ouvíamos um estampido.

Reza abaixado que Deus escuta também, pô!

Reza abaixado que Deus escuta também, pô!

Beleza. Olho para a esquerda e vejo um cara de capacete armado. Era um tiro. Ai minhas bolas, que medo. Logo depois, um outro indivíduo vem por trás e abraça o cara de capacete. Infelizmente, não é uma demonstração de afeto, uma simples encoxada como as que vemos na televisão: ele estava era tentando tomar a arma mesmo. O casal começa a rodar em 360 graus, como em Dirty Dancing, mas com o atrativo da pessoa da frente estar com uma arma e louquinho para estourar os miolos de alguém, que poderia ser o meu. O que mamãe diria no meu velório?

Quando não podia ficar pior, surge, cinematograficamente de uma moitinha, uma porra de um homem com uma outra porra de arma, mirando na cabeça do ladrão de capacete. Em um rápido cálculo, percebi que a cabeça daquela bicha motoqueira tava retinha na direção do nosso carro e se o cara da moita errasse, ia voar bala na nossa direção. Daí meu chefe grita “Abaixa, porra!”, como em uma cena de um filme barato filmado no Largo da Batata.

Instintivamente, me abaixei em uma posição ridícula, oferecendo minha bunda para um eventual disparo. Afinal, várias pessoas são enrabadas todos os dias e não morrem, e um tiro não me levaria para o céu. Daí, minha supervisora, no banco da frente, começa a orar evangelicamente e gritando tresloucada. Respeito a sua fé, mas ela poderia orar ABAIXADA, né, porra. Afinal, Nosso Pai não costuma blindar vidros, quem o faz é a Blindex. Mas não falei nada, senão ela ficaria puta e preciso de uma supervisora legal assim como a última.

Ah, um detalhe, durante toda essa porra de tempo, o sinal estava FECHADO! Ele deve ter ficado no sinal vermelho umas sete horas, puta merda. Anyway, sinal verde. Categoricamente, grito para o meu chefe de apenas duas semanas de trabalho: “Arranca essa porra, caralho!”. Por sorte, ele arrancou, mas dizendo que “não sabe como não desceu do carro para encher a cara do motoqueiro de porrada”. Era só o que faltava. O que aconteceu com o motoqueiro, o cara que o encoxou e o cara da moitinha? Assistam no Brasil Urgente, pois estávamos atasados para a reunião e tínhamos de correr.

Chegando na reunião, que envolvia a Academia Nacional de Seguros, nossos clientes, e a Universidade de Pittsburgh (estou falando sério), encontramos americanos que, graças a Deus, falavam português e não tive de mostrar a eles o meu improvisado e embrionário inglês médio. O problema foi quando acabou a reunião e um velho feio, cego de um olho, começou a falar.

Tucano cego de merda...

Tucano cego de merda...

O problema deste velho, seu Ataulfo, é exatamente a porra da cegueira. Um olho é azul, daqueles de cego mesmo, e fitavam fixamente um ponto x da mesa. O outro olho era o que realmente valia, mas eu acho que ele era vesgo também, o que dificultava as coisas. Para foder ainda mais o pagode, o cara começou a falar de política e a defender o José Serra (o cara que vai fazer pedágio até para entrar no Pão de Açúcar para comprar vodka), aquele tucaninho que só não é pior que o gilberto Kassab (o maior filho da puta que o planeta Terra já vomitou para fora de suas entranhas). Para fechar, começou a falar mal de pobre. Ele gosta do Serra e odeia pobre; mas eu não curto o Serra e sou pobre de marre-marré. Ai que vontade de começar uma discussão sem objetivo, daquela que jornalistas adoram fazer!

A sorte é que eu me controlei e imaginei um cigarro espiritual, inflando nicotina na minha corrente sanguínea e tentei não responder às provocações daquele velho, pois isso provavelmente acarretaria a minha demissão. Então, comecei a cantar a música “Juliana”, de Fernando & Sorocaba, e a olhar para minha supervisora com a pior cara que ela me viu desde que me conheceu.

Só um detalhe: neste blog, não farei campanha política. Acho que quem me conhece sabe em quem eu vou votar e porquê.

Depois de uma explicação que nem um nazista conseguiria fazer, de tão asquerosa, o velho calou a boca e nós caímos fora. Fui para a PUC, e para fechar, bebi umas cervejas e virei uns shots de Ypióca, para esquecer este tão fatídico dia.

Moto fodida, tiroteio e velhos empresários tucanos de merda? ISSO É QUE É UM JURUBATUBA FEELING!

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3 Comentários

  1. Putz, sério… agora eu acredito em sexta-feira 13 e a sua foi bem pior que a minha… o máximo que me aconteceu foi andar que nem uma camela e no fim da andança encontrar o Wladyr e dar-lhe uma bitoquinha na bochecha, perder uma entrevista para o trabalho do mesmo, demorar uma hora pra chegar na PUC e não beber nem uma ypiocazinha…!
    Huaheuaheuahea…

    Beijos Driks!

  2. hahaaha eu rachei nas 3 vezes que ouvi vc contar essa história na sexta, principalmente na hora da chefe evangélica maluca e o cigarro espiritual.
    e rachei pela 4 vez lendo isso aqui!
    pqp, e ainda imagino vc na reunião com os tucanos, esquerdistazinho de mierda! haha

    ;D

  3. Caralho que fita manu… hauhauahuahuahau


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