Mais uma daquelas baladas acachapantes…

Bela bunda, tia!

Bela bunda, tia!

Sentiram saudade de mim?

Eu diria que sim, porque o blog anda bem das pernas. Tô até pensando em comprar um domínio, tirar o .wordpress.com e colocar o .com.br. Daqui sete anos, talvez esta porra sirva pra eu completar minha renda =)

Como escrevi há algum tempo, me tornei mais freqüentador de baladas nos últimos meses – hábito este que ceifa parcela considerável da bolsa-miséria destinada aos estagiários deste belo país. Ontem, fui em uma supimpa!

Resolvi escrever sobre esta passagem da minha vida porque, além de ter sido muito legal, esta balada reservou à minha vida episódios engraçados e, provavelmente, foi um dos rolês mais distantes de todos. Mas tudo bem, eu tenho compromisso com a loucura!

A festa era um Tequilada da Poli-USP, antro de asiáticos nerds –  se na USP é cheio de japonês, a escola de engenharia politécnica SÓ TEM JAPA! Aquele povo inteligente e que fica super vermelho quando bebe e fica falando de integral e derivada enquanto a galera dança, mija e gorfa.

Eu tava enxergando a japaiada da USP marromenos desse jeito

Eu tava enxergando a japaiada da USP marromenos desse jeito

Vamos começar pela manhã. Saí de casa, beijei minha honorável mãe e saí para mais uma saga rumo ao bairro de Jurubatuba, onde eu trabalho. Nada demais neste dia, exceptuando-se apenas pela aparente vontade do meu chefe de ensinar as pessoas sobre absolutamente todos os temas que trombamos na nossa vida. A aula do dia foi sobre integralismo, com 25 deliciosos minutos destinados a um bando de militar chato pra caralho. Pica na minha bunda, entra e sai, entra e sai. Que gostoso! Já comecei o dia tomando no cu!

A viagem de Jurubatuba até a PUC, passando por Osasco, foi um sucesso. Vim sentado e dormi mais ou menos por uma hora, recarregando minhas baterias para uma noite de sucesso. Comi um croissant de queijo branco que revira o meu estômago até agora e o fará nos próximos dois meses. Na aula de Arte, fiquei cantando Meteoro, do Luan Santana, e sendo acompanhado por uns dois colegas de sala, incluindo um que é a cara do Chico Xavier. Tem um cara da limpeza da faculdade que parece o Ahmadinejad (é assim?) – realmente a PUC é um lugar com pessoas estranhas e celebridades de todas as religiões. Ah, comi três Frutillys de morango! Todos os meus amiguinhos também! Foi lindo de ver aquela montoeira de palitinhos vermelhos juntos, em uma louvável amálgama de baba de homens, mulheres e médiuns.

Após responder a chamada da última aula, esperamos umas meninas amigas da Amanda (que é uma guria legal e bonita que é muito grande e tem o pescoço mais enforcável do planeta) e conseguimos ir pra USP, chamando a atenção de todas as putas que rodavam a bolsinha pelo caminho. Para quem não é de SP, a porra é uma Cidade Universitária mesmo – um monte de mato e 75km de distância entre os prédios. No trajeto, a chance de ser roubado ou chegar na aula com esperma na bunda é considerável. Bom, lá encontramos um outro pessoal, vendemos um ingresso que tava sobrando e entramos naquela porra. A festa era num tal de Velódromo – isto é, não era uma simples festinha, a merda toda estava sendo preparada pra muita gente. A primeira coisa que reparei na balada era o indefectível cheiro de gorfo. Imagino que alguns rapazes foram contratados pela equipe de organização para adubar a festa com este líquido formidável.

Ataulfo Queijo

Ataulfo Queijo

Cara, a tequila custava R$ 3 o shot. Muito barato! Nos barzinhos classe-média daqui, deve custar dez pau. Imagine então, jovem padawan, o tanto de gente que se amontoava na frente do bar por aquele líquido enlouquecedor que, misturado com limão e sal, chapa o globo da molecada. De pronto, já mandamos duas tequila pra barriga – o queijo do croissant começou a virar látex lá dentro e pontadas transformavam meu estômago em um seringal.

Seção Sobrenomes Estranhos. Um dos meus amigos, que inclusive estudou comigo no ensino médio e entrou na Poli (nerd), se chama Roberto Dragão. Isso mesmo! E como ele é feio pra caralho, todas as meninas que beijam o cara se tornam São Jorge, o memorável caçador de cospe-fogos. O próximo é de fuder: um dos agregados simplesmente tinha Queijo como sobrenome. Q U E I J O!  Acompanhado de um dragão de um lado e um respeitável provolone do outro, percebi que nenhuma garota daria importância a um rapaz tão excêntrico quanto eu.

Sabe os desenhos do Pica-Pau, quando as pessoas bebem e começam a soluçar? Então, eu pensei que aquilo não tinha sentido, até eu descobrir que eu tenho crises retardadas de soluço quando bebo destilado. É uma coisa tristíssima! Você não consegue dar ideia nas mina. Não dá pra cantar… a bela música “Vendaval” de Fernando e Sorocaba nunca teve uma interpretação tão bizarra. A sorte é que, por alguma razão, o soluço sumiu. Devo ter visto alguma menina de bigode da USP e me assustado com sua cara de demônio.

Uma outra coisa que me deixa puto em baladas com muita gente são os banheiros químicos. Não há nada mais insalubre quando se fala em banheiro. A galera bota o pingulim pra fora e sai mijando tudo; deve ter urina até no teto do bagulho. Fora uma caixinha de toddynho que eu achei em um que eu usei, que fazia companhia a outra lata de Skol que, com certeza, tinha muito mais pipi do que cerveja mesmo. O pior é você ir ao banheiro e não ter onde lavar a mão.

Meninas! Vocês já pararam pra pensar que aquele cara boa pinta que vocês beijaram pode ter metido a mão nas bolas cinco minutos atrás? E o pior, deixar o seu vestido com aquele inconfundível cheirinho de camarão típico de bilau? Pensem nisso.

Cinco horas da matina, as pernas cansadas, o efeito da tequila indo embora… vem a dúvida: agora, como eu vou voltar pra casa, já que eu estou na puta que o pariu? Pois é, a sorte é que passou um ônibus pro centro e que deve ter levado um bom tempo pra chegar ao seu destino, mas eu dormi loucamente – aliás, uns 30% do total do meu sono são no ônibus, metrô, trem ou balsa. Até agora tem tequila correndo pela minha corrente alcoólica. E o queijo continua me devastando. Até porque seria muita viadagem se o Ataulfo Queijo, nosso brother, tivesse arrebentando meu corpinho.

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1 Comentário

  1. Só um PS…
    eu JURO que não ouvi vendaval nenhum…
    eu hein..
    =P

    que venham mais festinhas, com vc do meu lado pra eu não fazer mais merda!

    o/o/


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