Uísque e piolho psicológico

MÃÃÃÃE! Eu vou sonhar com essa porra!

Galera, a internet voltou!

De alguma forma, o carinha recuperou o notebook dele, ou roubou de alguém, sei lá. O que importa é que agora eu posso escrever um pouco. O problema é que semana que vem tem o show do Scorpions e, novamente, ficarei sem escrever. Mas é por pouco tempo.

Como acordei um pouco egocêntrico, vou falar da minha semana (ou mais tempo…) ausente por aqui. Foi acachapante, meu.

No feriado, aliás, QUE FERIADO, não me recordo de ter bebido tanto uísque na minha vida. Tipo, é imaginar o Juca 2010, onde falaram que eu tava fazendo pipi e mostrando meu pênis para todos e fazendo desenhos com a urina na parede. Todo mundo ria, segundo meus amigos, só não sei se tavam falando do tamanho da minha rola ou do hipopótamo voador que eu desenhei com mijo. Anyway, mas é o Juca 2010 com UÍSQUE, PORRA! Então imagina chapar em alto nível. Bem, é uma delícia…

Um cara aqui da favela tava fazendo aniversário e pans. Só que o infeliz tem uns primos no interior, e estes primos trouxeram bem umas dez garrafas de Red Label, o que deu pra fazer festa no dia do niver e no seguinte, porque além de uísque, sobrou carne pra chuchu. Uma legítima churrave no meio da favela.

Cabrita é um bicho muito engraçado...

Okay. Na segunda noite de comemorações, minha mãe e meu irmão foram comigo. Puta que o pariu, que bacana. Sorte que eles são uns sonolentos do caralho, bebericaram uma caipirinha com álcool espiritual – porque ali o mais tóxico que tinha era o ácido do maracujá -, comeram uns pastel, reclamaram da carne mal-passada – bichas – e logo quiseram ir embora. OBA! Agora é a hora do Driquinho começar a beber a porra do Red Label, com gelo feito de água de coco. Mano do céu.

Ah, encontrei uns amigos do meu pai, que discorriam sobre zoofilia. Segundo eles, no Ceará, era recorrente transar com jumentas, éguas, porcas e até galinhas – as aves, obviamente, morriam no momento em que eram atravessadas por um pingulim adolescente. Trazendo a conversa para o presente, me descreveram o maravilhoso Bucecu, puteiro onde os jovens da região desafogam as tensões da idade por módicos R$ 15.

Lá pelas tantas, madrugada adentro, os poucos gatos pingados que havia, dentre eles umas gostosas de chupar até o talo, decidiram ir até um lugar onde estava rolando um forró. O nome da banda era “Berro da Cabrita” – imaginei uma legião de ovelhas, cordeiros e borregos recitando versos do Aviões do Forró e pans… mas não era bem assim.

Como já disse aqui, o forró rala-coxa de pobre é um negócio bem precário. A banda se constituía de um gordjenho, uma mulher (que era feia, mas não lembrava uma cabrita) e duas minas lá do bairro que devem ter sido contratadas pra dançar por R$ 50. O palco era em cima de uma mesa de sinuca, com um tapume por cima. Lá, o gordjenho, a mina feia e as dançarinas com culotes homéricos agitavam a galera mais feia que eu já vi, com letras que abordavam temas recorrentes do cearense, como raparigas, consumo de álcool e a rotina de trabalho em padarias e restaurantes.

Mas foda-se, o que interessa é que eu tava com um punhado de gostosa e elas tavam querendo dançar loucamente comigo. Mas velho, eu não sei dançar!

#fodeu, perdi a pegada.

However, dei sorte. As meninas tavam bem queirosas e me puxaram para dançar o som daquele teclado comprado em Ciudad del Leste. Falaram pra eu ir dois-pra-lá-e-dois-pra-cá rebolando a ‘bunda boa’ e coisas assim. Cara, e o legal é que ninguém reclamou da minha dança!

Eu só não me animo muito porque tipo, as meninas também tavam bem loucas. E olha que eu dancei com umas três lá e tava tudo dando certo. Se eu dançar lúcido e ninguém reclamar, da próxima vez que eu for pro Ceará vou pegar 125 meninas em um mês. Tá, vou pegar umas 10 só.

O pessoal do bairro se admirava de me ver naquela muvuca, afinal todos, quando vão lá em casa, ficam abismado com o tal Rock Progressivo que eu escuto. Mas

Gente bonita no rolê!

não passei vergonha e, passando de mão em mão como um protagonista de filme classe B, tive uma noite de princesa.

Beleza, cheguei em casa umas quatro, dormi umas cinco; dá oito horas da manhã, meu pai me acorda:

– Dedé, vamo pra casa da sua tia. Levanta, que só você sabe o caminho! Vai, porra! ò___ó

Okay, reuni forças e levantei da cama. Parecia um pudim de uísque – acho que no trajeto até o banheiro, como um caracol, grandes quantidades de Johnnie Walker saíam pelos meus pés.

Daí pensei, ‘ah, em casa de titia vai ter sopinha, comidinha e tudo vai dar certo…’. Ledo engano. Lá tinha um churrasco e mais cerveja.

CARALHO, VIU.

O álcool corre atrás de mim e, quanto mais eu tento fugir, mais chance eu tenho de consumi-lo, e de graça!

Okay.

Dois dias depois, de volta ao trabalho e com o fígado sendo fatigado por dias a fio de carne mal-passada e etanol, minha mãe me anuncia que meu irmão, o Gordo, conseguiu pegar piolho com 11 anos de idade. Porra, tem moleque com 11 anos que tá comendo buceta, e ele com doenças que crianças de 2 anos pegam.

Beleza, só foi minha mãe avisar que minha cabeça começou a coçar. Aliás, até minha bunda começou a coçar como se tivesse uma aranha roçando minhas nádegas.

Depois, tive de aguentar a baleinha cantar a música do Escabin, aquele remédio mata-piolho:

‘Piolho, piolho,

Coça coça coça sim

Piolho, piolho,

Passa logo Escabin!’

Piolho psicológico é uma bosta mesmo…

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1 Comentário

  1. E eu que, dias atrás, fui num ‘show’ de uma banda (leia: 1 cara que cobra 100 reais a mais pra tirar o cabelão de dentro do chapéu + a namorada dele que dança parecendo que engoliu um guarda-chuva + um moleque de 12 anos que parece um gay e acha que toca teclado) chamada Cheiro de Rapariga. E eu tava sóbria e curtindo! HUAHAUHAUHAUA

    Precisamos ir num risca-faca desses juntos. Quem sabe vc não aprende a dançar… hahahah

    beeeijos
    P.S.: Esse casal da foto não me é estranho… kkkkkk


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