Daí eu fui em um show de rock

Essa foto é brinks rs

Sempre me sinto na obrigação de mostrar algum sinal de vida aos poucos milhares de leitores do Quengaral, que não têm obrigação de seguir um blogueiro relapso e acessar esta página todos os dias. Aliás, mentira, o único objetivo desse blog é de que as pessoas leiam isso e me alcem ao limbo das subcelebridades da internet. xD

Hoje o tema da postagem é coerente ao título do texto. Ontem, fui um dos privilegiados a assistir aos shows da antes fuderosa banda Cobrabranca e dos deuses metálicos do Padre Judas. Por mais que tenha sido uma experiência legal, sempre tem algumas coisinhas que tornam um show de rock algo extremamente pitoresco, e é sobre isso que vamos falar hoje. O povo feio, a cerveja cara, as drogas, os bate-cabeças (é assim mesmo que escreve?) e como é ser encoxado ao som de Love Ain’t no Stranger…

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Excitante, não?

A princípio, preciso explicar para quem não sabe que eu realmente amo rock and roll, do hard ao heavy metal, com pitadinhas de progressivo. O problema é que eu não curto o visual da galera e acho que aquelas camisetas podres compradas na Galeria do Rock são muito vagabundas. Pagar R$ 30 numa merda de silk screen daquela é pior que gastar fortuna em uma daquelas porras de garrafinhas de água francesas! Acho que vou comprar uma Compacta Print só pra fazer fortuna, comprando camisetas a R$ 5 e lucrando horrores! Aliás, vocês lembram de quando vendia essa porra de máquina no Note e Anote e no programa da Mamma Bruschetta?

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E que gostosinha essa guria do merchan, hein bandidagem?

Ok, sem mais delongas, vamos falar de coisa boa, vamos falar da Iogurteira Top Therm do show do Whitesnake e do Judas. Primeiro, me chocou o estereótipo feminino do evento. Quando se trata de meninas que gostam de rock, não tem meio termo.  Ou elas são as mais gatas do universo (na minha opinião), ou são as clotiriças mais feias, gordas e gatorrei que existem no universo. E ainda são sebosas, já que roupa preta absorve calor e desodorante é coisa de menininha que curte Britney.

Os extremos de um show de rock. Alguém conseguiu desgrudar da guria da esquerda?

Nem adianta falar de homem, já que homem é feio pra porra de qualquer forma. Mas o pior em shows é que essa CAMBADA DE LAZARENTO irrita primeiramente por serem tão feios. No show do Judas, fiquei profundamente irritado com um cara que tava na minha frente que comprou um colete jeans de merda na Galeria, escreveu com giz de cera as palavras ‘Cavalera Conspiracy’ (nunca serão o Sepultura, NUNCA SERÃO!) e ficou tacando aqueles cabelos de merda na minha cara enquanto ele balançava aquela cabeçorra asquerosa. Tive o lado esquerdo da face chicoteado como se eu fosse uma muçulmana saudita que deu para o rapaz da quitanda enquanto o marido cretino trabalhava.

Se você ainda não apanhou de cabelo, ouça o conselho que vos digo: evite esses cabeludos de merda. E o pior é que é foda pedir pra um infeliz desse parar de chacoalhar a moringa: é a única alegria que o cara tem na vida, já que ele deve ser burro (pelo menos parecia), não deve transar e foi desprezado pela mãe por ter nascido tão estranho e escolhido roupas tão ridículas, cretinas e feias.

Antes de começar o show, pensei: quando tocar uma das músicas quero-me-apaixonar-loucamente do Whitesnake, eu vou tentar pegar a primeira dona que aparecesse na minha frente. O problema é que, em todas as músicas mais destroi-coração-mais-que-pimenta-do-reino que foram tocadas, só tinha homem no raio em que o meu braço poderia alcançar. Também tinha uma tiazinha lá bem pegável, mas acho que ela tinha ido com o filho e o pai dele não ia curtir o começo de um adultério ao som de ‘Is This Love’.

Esse povo que fica comprando adesivinho do Kiss e passando a ferro no coletinho e na bundinha me enoja! E depois me chamam de poser só porque eu uso bermuda. Vai pra praia com o suspensório atochado no ânus, então, assim como o vocalista do Judas Priest gosta!

Até parece macho, mas o piercing na tetinha compromete...

Outro problema é o chamado bate-cabeça. No show do Whitesnake, isso obviamente não ocorreu, já que o show serviu para atrair uma galera mais família, farofeira e romântica (não deixo de ser um, ok? Adoro Whitesnake!), já que os fãs do Judas Priest não encheriam um avião monomotor. Porém, na apresentação da banda do vocalista mais macho do mundo (HAHAHAHAHA), aquela cambada de cabeludo, além de golpear a minha cara com suas tranças de queratina brancas e miseráveis, começou aquilo que é conhecido como ‘bate-cabeça’: quando acontece essa porra, dois corpos ocupam o mesmo espaço e você pode ser sair do seu suado lugar no show e ser ejetado até algum ponto nas planícies verdejantes da Bielorrússia.

A melhor parte do tal ‘bate-cabeça’ é que, se você quiser, você pode meter cotovelada em todo mundo, no caso de não querer participar da ‘brincadeira’. Ontem, por exemplo, desferi algumas cotoveladas, empurrões e tal em quem se atreveu a tentar me levar no meio daquela patacoada cretina toda. Eu fui para ver o show e balançar a minha cabeça sem sair do lugar – quem quiser se chocar, que vá brincar de carrinho de bate-bate no Playcenter ou que deixe alguém bater com o saco nas suas costas pra saber o que é bom…

Por sorte, o garoto seboso acabou sendo enxotado para outro lugar enquanto ele fazia esse inusitado porópópópópópópópó do metal. No meu lugar, uma girafa com uma camiseta do Iron Maiden, que se prostou exatamente à frente dos meus olhos. E o pior, aquele infeliz de 1,96m ainda fazia o favor de pular, fazendo com que a exibição da música The Green Manalishi, do Judas, fosse um fiasco considerável para mim.

Por algum motivo, a escada-de-bombeiro sumiu. Não sei se era um encosto, se ele foi mijar, whatever, mas apareceu uma danada de cabelo rosa do meu ladinho. E que beleza! Só que o problema é que começou o Judas começou a tocar essa bela e tranquila canção.

Eu não me imagino xavecando alguém pela primeira vez ao som de Painkiller – outras coisas sim, mas pro primeiro beijo não é tão apropriado…

Não vou me estender ao show em si. Imagino que ninguém que lê esse blog gosta disso mesmo… :\

Anyways, trutada, a volta pra casa foi o mais difícil. O metrô fechou pontualmente à uma da manhã, o que me deixou emputecido, já que peguei muito metrô depois do horário formal de fechamento da estação. Enfim, talvez os caras pensaram: ah, vamo fazer essa galera do show se foderem!!!111!11!1 e deixá-los às traças. Acabei indo esperar um ônibus no Parque Dom Pedro, no centro. Pra quem não é de São Paulo: aquele lugar é nojento e perigoso pra porra. Tão perigoso que os taxistas não queriam trazer a gente aqui, pois poderíamos ser ladrões cocainômanos. Por sorte, como diria meu pai, ‘todos os lugares levam ao Terminal Sacomã’, e consegui chegar aqui já bem de madrugada. Só de não terem me roubado e comido o meu furico, também, já tá ótimo!

É isso aí, criançada. Isso é um show de rock! Muita música boa, gente feia e perrengue pra voltar pra casa; mas que vale a pena, vale! E que venha o Rock in Rio, que obviamente renderá um relato detalhado aqui!

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6 Comentários

  1. Eu du-vi-de-ô-dó que vc beijou a mocinha do cabelo rosa! E adorei vc ter postado isso antes que eu te implorasse pra contar essa linda experiência de ir num show de rock. Também não fazia idéia que vc já havia experimentado a (cof cof) linda experiência de ser uma muçulmana! Adorei o texto todinho! =)

  2. Você não ter coragem de queixar uma menina durante uma canção de heavy metal indica que anda sendo muito influenciado pela melodia do Raça Negra.

  3. Thaís, é óbvio que eu não peguei a menina de cabelo rosa! E Eduarco, talvez eu seja romântico demais, mas Painkiller é muito pesada para uma ‘queixada’. Belo termo, por sinal!

  4. Depois eu que sou a queirosa! JURO, eu nunca penso em pegar ngm qnd eu vou em show! Pfff ¬¬ te pego na saída, brow!

  5. Eu teria muita coisa pra comentar mas não vale a pena, ótimo relato, agora eu vou procurar algo sobre o Aviões, voce escreveu?rs
    O show deve mesmo ter sido maravilhoso, mas virão outros bem bacanas tambem.
    Abraço

  6. Experimenta querer ir a um show de rock no meio do faroeste brasileiro (vulgo cerrado), terra de inúmeras duplas sertanejas…
    Vai ter muito mais coisas para reclamar… hehe
    Mesmo assim, excelente post…(na real, ainda não consegui passar da foto da gostosa tocando guitar hero….hehe)

    Abs.


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