Pois é, galera. Tô indo…

Gente, finalmente o dia chegou!

Malas prontas, sobrou um tempinho pra eu simplesmente me despedir do blog, dos amigos que não tive tempo pra falar alguma coisa e dos leitores do Quengaral, que às vezes passam por aqui e eu não faço ideia de quem são.

Podem ter certeza que daqui a dois meses eu volto muito melhor e com experiências que provavelmente será decisivas para a minha vida daqui pra frente. Conhecer cinco países e atravessar hemisférios, viajando o mundo em 51 dias, vai ser no mínimo fuderoso.

Enfim, é um até logo. Tenho certeza que vou trazer muitas coisas engraçadas pra todos, tipo um #vanuatufeelings. E vai Corinthians!


		
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Finalmente um post sério: eleições presidenciais

Na proximidade das eleições, senti vontade de escrever algo sério. E como não tenho um blog sério, ou não uso o que eu tinha, resolvi escrever aqui mesmo. Sinto que escrever e deixar os leitores comentarem é um procedimento democrático importantíssimo e, como não passo de um universitário, posso aprender bastante também.

Após deixar o banner do Quengaral com o Plínio e zoar o Serra e o Kassab de todas as formas, resolvi abrir o jogo e revelar a forma de como o Adriano Lira pensa política, enfatizando as eleições presidenciais deste ano. Não sou de escrever coisas sérias aqui e esta é uma rara ocasião. Quero deixar claro que eu não sou o dono da verdade e que provavelmente deixarei furos no meu raciocínio, o que até é bom para as pessoas que não concordarem com o que escrevi dêem o bote.

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Quengaral nas eleições 2010

Que buzuzuuu meu bebê *o*

Olá, porra!

Com a proximidade das eleições, a equipe do Quengaral entende que é um dever cívico orientar os leitores do blog a exercer o direito ao voto com uma sabedoria digna de Salomão e a cidadania típica de um brasileiro safado.

Para isso, nós do Quengaral elaboramos um pequeno tutorial, o…

Manual para o brasileiro idiota votar certo

…que ensinará a você macetes para escolher criteriosamente os melhores candidatos para o nosso amável país!

Apertem os cintos e pressionem Confirma, porque eu liguei a metralhadora de merda! Continue lendo

Jurubatuba Feelings

O caminho do meu trabalho até a faculdade...

O caminho do meu trabalho até a faculdade...

 

Olá, porra! 

Tudo bem com vocês hoje? 

Faltou eu dar as boas-novas sobre o meu trabalho novo e pela semana divertida por que passei, não? Hahaha 

Basicamente, o trabalho tá legal. Mas o que realmente me faz escrever hoje é sobre a dificuldade de transporte daquele lugar, que fica encravado entre a puta que pariu e a casa do caralho, próximo da linha lilás do metrô, que não leva nada a lugar nenhum! É foda, cara… e o melhor, conheci duas coisas sensacionais nesta semana: uma Esmeralda e um Diamante… a minha nova vida se resume a duas palavrinhas: JURUBATUBA FEELINGS, moleeeque! 

Para os desavisados, eu não mexo com pedras preciosas. E é até melhor explicar esta história pra vocês, e transformar um pouquinho desta loucura da porra em coisas para as pessoas acharem o maior barato. 

Avisos!

Olá, galerinha!

Esse post não é engraçado nem nada… é mais um boletinzinho da minha vidinha!

Primeiro: saí do meu antigo trabalho e tô ingressando no fatídico setor dos Assessores de Imprensa. Para quem não é jornalista, é até um nome legal… para nós, é uma fonte de preconceito – a maioria dos assessores são jornalistas ruins – , mas é o segmento que paga melhor na área. Achei interessante ter experiência em Assessoria, porque vai que eu realmente precise trabalhar nisso… e talvez, eu posso até gostar, não? Posso ter feito uma troca de merda, mas só o tempo dirá… como diz o Galvão Bueno no meu Playstation, ’tem que arriscar sempre na vida’.

Outra coisa. Amanhã acho que as aulas começam de verdade. Provavelmente, a freqüência de posts rareará, pois meu fim de semana será utilizado para aulas de volante, inglês, festas e tudo o mais… entendam. Mas vou continuar escrevendo. Obviamente, se eu vir retorno – isto é, visitas e comentários – terei mais motivação, entenderam? Vou me esforçar ao máximo!

Beijos

Alguns pormenores…

Galera, tô aqui pra justificar a ausência de posts aqui…

Nada demais, mas na PUC eu acabei de passar por duas semanas em que tive que estudar… passo por dois períodos desses por semestre, o que significa que o pessoal do jornalismo da Pontifícia estuda em 3% do ano letivo.

Como trabalho o dia todo, tenho que me dedicar aos afazeres do BaresSP e, obviamente,  não posso utilizar tal horário para exercitar minha habilidade em escrever idiotices.

Para fechar, rolêzinho e Virada Cultural de merda  me deixaram de ressaca. Acordei quase de tarde com algumas outras coisas pra fazer e, pra fechar, descubro que um dos caras que eu mais admirei na minha vida tinha morrido. Obviamente, nada engraçado tá saindo.

É foda quando você só escuta coisa velha, seus ídolos vão ficando velhos – se já não morreram – e vai todo mundo embora aos poucos. Eu tô bem puto!

De qualquer forma fica a homenagem. Dio, você era foda e será lembrado para sempre – a voz do metal é imortal. Stand up and shout!

A partir dessa semana, tudo se normaliza. Long live Quengaral!

Falando sério

Não estou com muita vontade de ser engraçado, ou tentar, pelo menos. De verdade.

Como vocês devem ter percebido, não atualizei muito o Quengaral durante o Carnaval, e não foi por estar em Salvador, transando como um coelho e bebendo como o costume. Acabei tomando um susto danado.

Antes de ontem (segunda-feira), passei o dia na casa de uma das minhas tias paternas e ainda recebi um dos meus tios maternos mais beberrões. Me alimentei como um estegossauro, joguei sinuca e ainda tomei umas — um dia vivido em plenitude, eu diria.

Umas 23h, já em casa ouvindo Van Halen, meu peito começou a doer pra caralho. PRA CARALHO. E ainda por cima, meu braço esquerdo começou a formigar — para quem não sabe, sintomas típicos de um infarto agudo do miocárdio —, fazendo com que o meu irmãozinho, aquele imbecil, tivesse a conveniente ideia de que eu fosse ao hospital. Por azar, eu não tenho convênio médico e acabei tendo que ir ao maravilhoso Hospital Heliópolis — com um medo enorme de o hospital ser um passaporte  pro inferno.

Chegando lá, por sorte até consegui ser atendido por uma médica mais ou menos, que me receitou duas injeções, um tranquilizante cavalar e solicitou um eletrocardiograma. Por tudo isso, a doutora me disse que a chance de eu morrer subitamente era mínima, porém a minha pressão arterial estava vulcanicamente alta. Voltei e fui dormir, afinal, esse tipo de coisa serve como um sinal para levar a vida um pouquinho diferente.

No dia seguinte, continuava com uma dorzinha que, aliás, continua até hoje. Voltei ao Hospital Heliópolis em plena terça de Carnaval. Fui atendido por um brutamontes que, pasmem, me atendeu e mais umas dez pessoas em menos de cinco minutos. CINCO. MINUTOS! Olhou o eletrocardiograma porcamente, fez o exame de pressão mais rápido do mundo e me disse que TUDO ERA PSICOLÓGICO! Não chegou a assinar nem uma receita — até porque, caso acontecesse algo comigo, não havia provas de que o tal doutor foi negligente.

Logo depois, disse à minha mãe que gostaria de ir ao Hospital São Paulo, pois sempre fui razoavelmente bem tratado desde quando eu nasci, lá mesmo, e lá possivelmente teria um diagnóstico. Pois bem. Fui atendido por uma enfermeira deliciosa, que me curaria se me deixasse fodê-la, mas não foi o que aconteceu. Me disse que deveria passar no clínico geral e que demorariam mais ou menos umas duas horas para que eu fosse atendido.

Esperei quatro horas e nada.

Sinceramente, isto não é problema pra mim, pois conheço um pouco da realidade do meu país. Porém, nessas quatro horas, posso jurar que os clínicos não chamaram mais que dez pessoas. Calculando, cada consulta demoraria 48 minutos. Porém, dez minutos depois de serem chamadas, as pessoas já saiam do Hospital.

O que estes médicos filhos da puta estavam fazendo nesses 38 minutos? Tirando a ressaca do Carnaval? Cheirando? Fodendo? Não sei. Mas fazendo o que deveriam fazer, servir ao povo, isto não era.

Nessas quatro horas, conversei com a acompanhante de uma pessoa com um CÂNCER NA TRAQUEIA que estava esperando há dez horas!

CÂNCER NA TRAQUEIA – DEZ HORAS. Dá pra entender?

O local não tinha banheiro, então pedi para usar o banheiro do setor onde havia os consultórios —  quem estava aguardando a consulta, como eu, não tinha acesso. Dentro do banheiro, presenciei uma das piores cenas da minha vida.

Uma pessoa sendo alimentada, provavelmente por familiares, em um estado decrépito (não consigo descrever tudo pois seria muito deselegante ficar secando o velhinho), que comia com dificuldade, sentindo dor enquanto a comida chegava ao estômago, imagino. Por que este senhor estava DENTRO DO BANHEIRO? Pode-se supor que, apesar de ser um banheiro, era um lugar sossegado para uma pessoa destruída por uma doença. Assim como podemos supor que o Hospital não cedia espaço, muito menos comida, para um pobre indivíduo que contribui e se fodeu a vida inteira e não consegue ter um tratamento digno… ao menos, paliativo, que traga uma morte menos sofrível.

Um senhor esperava por uma cirurgia, que não faço ideia de como e onde seria. Esperava desde a meia-noite. Mais ou menos às 14h, uma das três filhas que o acompanhavam se exaltou e começou a chorar. Chegou a agredir um funcionário. O maior tumulto. Um policial, eficientíssimo por sinal, correu para acudir o funcionário e controlar a bagunça. Rapidamente, o senhor conseguiu entrar na sala de cirurgia.

Polícia é eficiente. Repreender pode. Agora, salvar a vida das pessoas…

Falando nisso, repreender é algo que nossos governantes adoram fazer. Esquecem o principal.

Lei antifumo, lei seca, lei cidade limpa. Pode até ser que sejam boas medidas.

Porém, enquanto isso, os hospitais ficam lotados de pessoas que, por serem pobres, são mal tratadas como cachorros de rua (que por sinal, são apreendidos e submetidos à vivissecção). Enquanto isso, pessoas sofrem com enchentes porque o Estado não tem competência para acomodar todos que contribuem com o seus cofres e se fodem com suas ações. Pessoas que não têm onde morar, sofrem com as chuvas de janeiro todos os anos, e são remanejadas como bois para locais ainda mais afastados sem condições de se manterem com o ridículo cheque-despejo dado pelo governo?

Muita coisa tem que ser mudada neste tal Estado, que a gloriosa esquerda festiva deste país tanto quer que nos domine. Esquerda festiva, como disse um tal Carlos Leonam, que fala bem de algo que não provou. Para defender um Estado, é interessante depender dele. E tenho certeza que a esquerda festiva, em sua maioria, não mora na periferia, não costuma ir a hospitais do SUS a não ser para brincar com crianças ou jogar damas com idosos à beira da morte e não trabalha para se manter, para sobreviver.

Outro dia, estava vendo uma faixa no Hospital Heliópolis, de autoria de seus funcionários, abominando a ‘privatização’ da sistema de saúde. Não tenho propriedade para dizer isso, não sou conhecedor ao ponto de julgar. Mas E SE essa tal terceirização (acho que é mais correto se dizer assim)  apertasse o forevis fizesse com que a estabilidade fosse revista e que os tais médicos não passassem 38 minutos no ócio e ajudassem as pessoas que pagam os seus salários?

Talvez não fosse melhor rever algo que perpetua classes mais altas em um funcionalismo carcomido por pessoas que não ligam para o contribuinte e só querem ganhar o seu salário no fim do mês?

Quando estava fazendo aqueeeele eletrocardiograma, perguntei ao enfermeiro se havia muita gente sendo atendida no Hospital. Ele me respondeu que não, e, mesmo se houvesse, ele não ligava: o salário dele estaria depositado no começo do mês.

Então, se um pobre morre, para ele tanto faz? FODA-SE?

É complicado você ouvir isso de alguém que, na teoria, deveria fazer de tudo para te tratar bem. Lógico que não dá pra generalizar nada, mas um cara como esse merece uma estabilidade? Merece um lugar ao sol porque decorou umas coisas e passou num concurso?

Desde segunda-feira, a parte esquerda dói, formiga, se esvai. O pior é que muita coisa do ideal esquerdista que os dinossauros professores da PUC também acaba se tornando abstrata e festiva.  Engraçado, é como dizia o Tim Maia,

‘No Brasil, puta goza e pobre é de direita’

Mais contradição do que o que há nesta frase, só a incerteza que me invadiu nessa hipertensão cavalar. Às vezes, coisas insignificantes fazem com que a gente evolua mais que anos e anos de estudos.

Bom, vou dar uma maneirada no sal, na pimenta, na gordura e — acreditem — na cachaça. Afinal, espero não morrer tão cedo. E escrever quengarias pra sempre.