Iguana revisited #2

Passei o dia todo com as pupilas dilatadas, para comprovar que o pc e as leituras estão me deixando cego e deverei voltar a usar óculos. Então, peguei um TOP post do Iguana para acalmar as entranhas do pessoal ávido por informação inútil de qualidade…
 

Jüngerer Bruder

.
É biologicamente natural que cada ser humano gere dois ou mais descendentes – é uma maneira de que a espécie seja preservada. Desta forma, a maioria das pessoas é obrigada a conviver com parentes consanguíneos próximos e oriundos dos mesmos progenitores.
Hoje é dia de abordar a porra da relação entre irmãos. Se já não disse aqui no blog, é porque aqui é um ambiente bastante sério e faltou um momento mais informal – pois bem, eu convivo com uma esfera de gordura que – pasmem! – é meu irmão.

Pois bem, mesmo pesando 0,72 toneladas, ele é o mais novo. E o engraçado é que em relações entre irmãos as relações hierárquicas não são iguais às outras. Aqui, o pequeno pokémon domina a casa toda: desde papai e mamãe até o escravo – o escravo atende pelo nome de Adriano Lira.

Neste exato momento, o pokémon estava tomando banho. Segue o diálogo:
– Dedé?
– Hã.
– Vai tomar no cu ;p !
– ¬¬

Hoje, tive que fazer a lição do porquinho. Segundo ele, o cansaço o impedia de usar apropriadamente suas faculdades mentais: ‘Faz aí que eu dormi pouco, porra. Vou comer’, declarou. Fui reclamar com mamis, que disse, ‘Faz aí meu, que eu não quero ouvir seu irmão chorando. Se você não fizer, você não vai pra aquele negócio em junho [o fabuloso JUCA 2009]. Fica na linha!’.

Normalmente, eu tenho que arrumar a cama dele, pois ele, com dez anos, não sabe. Arrumo o guarda-roupa, faço o miojinho e o leitinho do filho da mãe (só não digo que é um FILHO DA PUTA porque eu seria filho de uma também)! Sorte minha que a parte de limpar o bumbum ele aprendeu, à força, algum tempo atrás.

Agora o Nhonho está querendo ficar grandinho – aliás, aparentar uma factual puberdade com suas amiguinhas na escola, que compraram sutiãs não sei pra quê (que maldaaade o.o). Como suas meias do Mickey e do Capitão Batata não são bacanas, ele começou a furtar minhas meias. E ele anda pela casa, jogando futebol e melando minhas estimadas meias com merda de papagaio. AAAAAAAAAAH MANO! 

A notícia vira merda de papagaio 

O foda é que eu, na idade desta pequena polenta ambulante, fazia praticamente tudo o que uma doméstica faz. E apanhava pra caralho. Quando tinha oito anos, houve um lendário episódio aqui em casa: mamãe estava pregando um relógio da Xuxa MenegHELL no quarto, relógio esse que me dá medo – porra, ninguém quer ter uma foto do capeta no quarto, maano! Bom, eu tava precisando de um chá pra cagança, neh, e fui pedir pra véia. Possuída pela Xuxa, mamãe disse que ia me matar e apontou o martelo pra mim… bom, o que quero dizer é que isso nunca aconteceria com meu irmão, o Porquinho Atrapalhado.

Demônio Ruim!

Aliás, ela trocou meu post do Black Sabbath por uma porra de um quadro de paisagem, pois o Babe estava com medo do Tony Iommi. Puta que o pariu, velho! Sem contar os ótimos programas de TV que ele gostava; por exemplo, Barney, o demônio roxo, que poderia ser relacionado neste post do Iguana.
E o principal, uma frustração que sempre terei em minha vida – já compartilhei isto com os alunos esforçados e inteligentes do Clube Getúlio Várzea. O caso do sonho de doce de leite.

Bom, meu pai costumava nos trazer deliciosos sonhos de doce de leite. Pois bem, houve um dia em que ele trouxe três: um para ele, um para deus…ops, meu irmão e um para mim. Mamãe não gosta de sonho.
Nessa época, eu fazia o saudoso técnico em Qúimica no Clube de Campo Getúlio Vargas e passava o dia inteiro estudando. Bom, cheguei à noite e lá tinham dois sonhos. O porco já havia comido a sua parte. Como já tinha comido uma coxinha na escola, pensei em deixar o sonho para o outro dia, pois assim economizaria alguns vintens pra encher a cara no fds.

Cheguei, no dia seguinte, exaurido de forças. Abri a geladeira afoitamente – parecia um morador do Congo em frente a um prato de inhame. O prato estava vazio. Nem pro infame colocar a merda do prato na pia!

É… o sonho acabou.

Logo, fui pedir satisfação ao papai, pois aquilo não era justo. Passava o dia estudando, enquanto o gordinho passava o dia peidando. Depois de reclamar, pápi fez cara de cu,

“Adriano, nem vem reclamar. Ele comeu o meu também”

Além de tudo, o mentecapto rouba até os meus sonhos, man!