Falando em merenda…

Essa mulher parece um dejeto…

Tava repostando o post das merendas e reparei num negócio…Por mais tempo que passe, aquela mulher que era merendeira na época em que você tinha seis anos (e que naquela época já dava sinais de que iria pro saco iminentemente), por mais tempo que passa, SEMPRE ESTARÁ LÁ? As velhas são imortais, tipo a Hebe, saca?

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Alguns anos depois, você volta à sua escola, seja para pegar um documento perdido, ou para ir buscar o seu irmão meno (o meu caso), ou para fazer cocô naquele banheiro fedorento que te traumatizava, sei lá… aquela simpática velhinha sempre lembrará de você… e ocorrerá o seguinte diálogo:
 
 — Nossa, como você cresceu, meniiiino! — diz a velhota
— Pois é…o tempo passa — retruca o jovem aluno
— Realmente… a gente fica velha…
Magina… você já parecia o Gandalf quando eu era pivete está ótima!
— Obrigada, Milton… já está na faculdade?
Meu nome é Adriano, velha idiota do caralho. Já, estou fazendo jornalismo…
— . . .
— Que foi?
— Ah, é que você seria um bom partido para minha filha se tivesse fazendo outro curso… mas prefiro que ela não morra de fome…
E eu não queria comer aquela nojentinha de teta murcha! Bem, acontece… vou indo…
— Beijo, lindo!
 
A vida é foda, mesmo…  quem é vivo, sempre aparece!
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Iguana revisited #3

Estou sem tempo pra escrever — panorama que, provavelmente, continuará por um bom tempo com a volta ao maconhal à PUC. Por ora, releiam (ou conheçam) um dos top posts do semimorto Iguana sem Estilo. Vamos lá!

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Top 5 – merendas saborosas

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Como não falei muita coisa de mim até hoje – não tive a decência de fazer um blog sério – não disse que estudei em escolas municipais do longínquo ano de 1995 até 2005. Época que convivi com pessoas bonitas, educadas e instruídas para o bem de todo o Brasil, mas isso fica para um dia qualquer.
 
O que interessa, meus amiguinhos, é que durante este período nos alimentavam durante o período escolar. Sim, pessoas da Avenida Paulista e arredores, eles distribuem lanches nas escolas, não tem cantina e coisas do tipo. E eu tava lembrando das agradáveis situações que às vezes a gente passava na escola: a merenda era de excelente qualidade. Hoje, arrebatado pela nostalgia, tive vontade de compartilhar com todos as suculentas iguarias que nos enfiavam goela abaixo:
 
#5 – A laranja – ‘Nossa Dedé, o que uma laranja tá fazendo nesta lista?’, perguntou meu irmão. O problema era que essa simples fruta cítrica era tão ácida, mas tão ácida, que a laranja do Sacomã é hoje utilizada como vinagre pelos habitantes do bairro. Eu parei de comer laranja por alguns anos devido a um furúnculo na ponta da língua que a deixava tão escamosa quanto o iguana que decora o blog. Me fodi.
 
#4 – A maçã e a banana – Voltando às frutas, lembrei que às vezes a Marta Suplicy  nos presenteava com uma dessas peculiares e exóticas frutas como sobremesa. Na tua escola, seu viado, tem pudim e sorvete de creme de sobremesa; no Sacomã, frutas.
 
Fruta, bah! Fruta faz bem a saúde e não tem salmonela. Não entope as nossas amadas artérias e vasculares afins. Mas o problema não era esse. As frutas que nos davam apresentavam pequenas putrefações, que faziam com que o Thales, um coleguinha nosso, peidasse pra caralho. Houve um dia que o Cocrete (o Thales não gostava de ser chamado assim, mas a gente mandava ele se foder se reclamasse) bufou tanto, mas tanto, que tivemos aula no pátio, para que suas bombas de metano e maçã podre se dissipassem com mais facilidade. Para fechar, fazíamos épicas batalhas com as maçãs (com a banana pegava mal): dividíamos as 500 criancinhas em dois grupos, um de cada lado do pátio, e começávamos a atirar com toda a força. Até naquele lugar eu levei maçã, maaano.

 #3 – Sanduíche de patê

 O problema deste pitoresco lanchinho de patê – aquilo, feito de presunto, que mamãe põe na sua torradinha, veado – é a procedência dos ingredientes que as velhas merendeiras utilizavam, pois ele era de salsicha, segundo a tiazinha merendeira, mas parecia de presunto e tinha gosto de cachorro.
Como desde criança eu curtia esse negócio de jornalismo e tal, perguntei para a Filó, minha Tiazinha merendeira favorita, do que era feito o patê. Aí ela me disse, ‘num fala pa ninguém não, viu, fio? É de salchicha, mas a gente botamo uma aguinha pra rendê, neh?’. Nada de mais, exceptuando-se o momento em que eu, já longe da Tia, ouvi o grito ‘Zeeeefa, segura esse gato que hoje é o dia dele!’
o_O
Sorte que eu nunca tinha comido esse patê miau aí =D
 
 
#2 – O leite – Na época em que minha vida acadêmica começou, principiava-se também a distribuição gratuita de dois quilos de leite em pó por mês, para cada pseudo-delinquente das escolas municipais. Sim, jovem tolo, era de graça. Meu irmão ganha até hoje.
 
Bom, só que nós pensávamos que o governo também só devia dar dois quilos de leite por mês para a cozinha da Escola. O leite era extremamente diluído – percebíamos com mais clareza no dia dos Sucrilhos, que eles metiam na canequinha de leite. Também percebíamos gostos diferentes do leite, além de texturas que fogem ao que eu entendo por leite. Hoje, acho que colocavam cal, farinha, tinta e coisas do tipo. Torço para que nada mais branco (é, aquilo que você pensou) tenha aditivado nossa bebida láctea.

Anyway… and the winner is…

 

 #1 – Os ovos multicor – Eu sabia que você estava sentindo falta dele! ‘O lanchinho que trazia todo dia uma surpresa para você! O único em 14 tonalidades exclusivas de gema! Cada cor tem uma bactéria diferente também… você pode contrair de pênfigo e gonorréia, a aids e ebola!’Esse eu nunca tive coragem de comer. Era um dos motivos pelo qual o Thales (o da maçã) era tão odiado por seus coleguinhas.

As tias desgraçadas viam aqueles com gemas azuis, roxas, púrpuras, verdes, listradas e tal, e não faziam nada. Só falavam, ‘come aí, sa porra’… eu sempre dava o meu pro Thales. Brincávamos também de futebol e o clássico Rolinho-Porrada, motivo para posts futuros.
 
Bom, quer coisa mais sem estilo que uma escola municipal? Ainda mais do Sacomã? Eu teria medo e sairia desta merda de blog o mais rápido possível.