Labuta

 
Cala a boca, porra!

O trabalho. Sem ele, a esmagadora maioria das pessoas deste país estaria fadada à fome e a abstinência alcoólica. Eu diria que gostar de trabalhar é algo que não se encontra facilmente. Particularmente, eu não trabalharia se pudesse – assim como você também não – apenas viveria com os lucros bancários da poupança do meu riquíssimo papai. Mas como não é o caso, caí na espiral estudo-trabalho-janta-cama, a maior merda da tal pós-modernidade que os professores da faculdade tanto falam.    

Necessitamos de dinheiro e o conseguimos cedendo a nossa força de trabalho. E o pior é que estudamos boa parte de nossas vidas, nos especializamos para fazer o que pensamos que seria menos chato, nos formamos e pensamos, ‘nossa, QUE MERDA QUE EU FIZ!’. Eu tenho certeza de que nunca vou amar meu emprego, pois só de estar preso (nem que seja por meia hora) a algum cronograma, horário ou qualquer dessas porras, eu já me sinto mal. Todos os trabalhos têm os seus defeitos, que farão você ansiar ardorosamente em voltar para a sua casa na Vila Missionária em uma fétida lotação saída do igualmente fétido Terminal Jabaquara, ouvindo aquele funk ‘é o pente, é o pente, é o pente’. Vamos reforçar alguns pontos que fodem o nosso ambiente de trabalho!  

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