Ensaio sobre o tédio

Estou de férias e amanhã é véspera de feriado. O desemprego que não termina causa uma falta de dinheiro que chega a doer na alma – não tem dinheiro pra uma porra de um Chicabon. Sendo assim, sem nada pra fazer, sem dinheiro e sem amigos para tentar matar o tempo em algum piquenique sem graça no Ibirapuera, tenho que me entregar à amarga sensação do tédio.

Estou em brasas de tão animado

Talvez eu seja um cara que não pode ficar parado porque é pobre proativo. Sabe, daqueles que ficam falando ‘não sei o que fazer em casa?’. Tipo o seu pai, que parece um corpo estranho na sua casa com aquelas roupas civis, sem o seu uniforme de torneiro mecânico… eu sou tipo assim, fico tomando café e pangolando pela casa. Não sei se é pior agora ou quando era mais novo, porque naquela época quaisquer cinco minutos livres era motivo para fazer justiça com as próprias mãos.

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